a cidade proibida sobre os telhados

eu inventei um aparato pra resolver o meu passado e te tornar a minha mulher, o aparato também voa e memoriza sem rancor, eu inventei o aparato, construí e dormi sobre ele e tive um sonho bom, – quando acordei – não tinha mais aparato; cara, aí eu viajei o mundo procurando o aparato, eventualmente eu te encontrei, a gente tomou um café e eu continuei a minha busca, nada, cheguei cansado no meu quarto, uma volta ao mundo não é algo tão massa assim, principalmente quando a gente procura um aparato, deitei e ouvi um barulho oco – era o aparato, na brecha entre o colchão e a parede, puxei a cama pra ele cair, olhei debaixo – não tinha aparato. eu te liguei e disse: “acho que eu sei onde eu deixei o aparato,” – “onde?” – “mas não importa o aparato” – “do que você ‘tá falando?” – “nada, nada não”

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